Efeitos Colaterais da Pílula do Dia Seguinte: Riscos, Sintomas e Orientações

A pílula do dia seguinte pode causar efeitos leves como náuseas, dor de cabeça, dor abdominal e alterações no ciclo menstrual. Esses sintomas costumam durar pouco e variam bastante de mulher para mulher.

Se você quer saber o que é comum, o que é raro e quando procurar ajuda médica, este texto explica de forma direta como identificar e lidar com esses efeitos do anticoncepcional de emergência.

Mãos de uma mulher segurando um blister de pílulas com um comprimido parcialmente removido, em um ambiente interno iluminado, com um copo de água ao lado.
Efeitos Colaterais da Pílula do Dia Seguinte: Riscos, Sintomas e Orientações

Você vai entender quais sintomas aparecem com mais frequência e por que eles surgem. Alguns fatores, tipo tempo de uso, vômito ou medicamentos juntos, podem mudar o resultado.

Principais efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Depois de tomar a pílula de emergência, é comum ter mudanças no ciclo, enjoo, dores de cabeça e desconforto abdominal. A intensidade e duração desses efeitos dependem do tipo (levonorgestrel ou acetato de ulipristal) e do seu organismo.

Alterações no ciclo menstrual e atraso menstrual

A pílula do dia seguinte pode adiantar ou atrasar a menstruação. Muita gente percebe um ciclo diferente logo depois; o sangramento pode vir antes ou depois do esperado.

Se o atraso passar de uma semana, vale fazer um teste de gravidez. O uso repetido pode bagunçar os ciclos ainda mais.

Mulheres que usam levonorgestrel ou ulipristal costumam relatar essas mudanças. Se você tiver sangramento intenso, febre, dor pélvica forte ou algo muito fora do comum, procure um ginecologista.

Anote a data em que tomou a pílula e quando vier a próxima menstruação, só pra garantir as informações.

Náuseas e vômitos

Náuseas aparecem bastante, geralmente nas primeiras 24 horas. Quase metade das pessoas sente enjoo; vômito é menos frequente, mas acontece em cerca de 15–20%.

Se vomitar até 1–2 horas depois de tomar o comprimido, a eficácia pode cair. Nesse caso, fale com o farmacêutico ou médico pra saber se precisa repetir a dose.

Comer algo leve antes, tipo um biscoito, pode ajudar a segurar o enjoo. Se o sintoma for forte, dá pra usar antieméticos, mas sempre com orientação.

Beba líquidos aos poucos e evite alimentos pesados até melhorar.

Dor de cabeça e tontura

Dor de cabeça e tontura são bem comuns. Normalmente aparecem nas primeiras 24–48 horas e passam rápido.

Se não houver contraindicação, pode tomar um analgésico simples, tipo paracetamol. Descansar num lugar calmo e evitar luz forte ou movimentos bruscos costuma ajudar.

Se a dor de cabeça for muito forte, não passar ou vier junto com visão turva, fraqueza num lado do corpo ou confusão, é melhor procurar atendimento.

Dor abdominal, cólicas menstruais e sensibilidade nos seios

Dor abdominal e cólicas acontecem bastante depois da pílula do dia seguinte; lembra cólica menstrual mesmo. Às vezes, vem com inchaço ou sensação de pressão na pelve.

Sensibilidade nos seios ou dor mamária também pode aparecer, mas tende a melhorar rápido. Compressa morna, roupas confortáveis e analgésicos simples já aliviam bem.

Se sentir dor pélvica muito forte, febre ou secreção diferente, procure um médico. Pode ser sinal de outra coisa que precisa de atenção.

Fatores que influenciam os efeitos colaterais e como lidar

Alguns remédios, condições de saúde e o jeito de usar outros métodos podem mudar os sintomas e a eficácia. Vale saber quais medicamentos cortam o efeito, quando evitar a pílula e quanto tempo os sintomas podem durar.

Interações com medicamentos e o que corta o efeito

Alguns medicamentos reduzem a eficácia da pílula do dia seguinte. Antibióticos normalmente não interferem, mas indutores enzimáticos como efavirenz, rifampicina, carbamazepina e fenitoína aceleram o metabolismo do hormônio e podem diminuir a proteção.

Se você toma qualquer um desses, talvez a pílula não funcione direito. Se vomitar nas primeiras duas horas, repita a dose ou fale com um profissional.

Sempre informe ao médico ou farmacêutico todos os remédios que usa, até fitoterápicos. Use camisinha até ter certeza da proteção ou fazer um teste de gravidez.

Condições em que o uso não é recomendado

Evite a pílula do dia seguinte se tiver problemas sanguíneos, doença vascular grave, hipertensão sem controle ou obesidade mórbida, a não ser que o médico indique. Essas situações aumentam o risco de efeitos adversos por causa da dose alta de hormônio.

Se estiver em tratamento para HIV com efavirenz ou usando indutores enzimáticos, converse com seu médico antes. Quem tem alergia aos componentes do comprimido também não deve usar.

Se já houver suspeita de gravidez estabelecida, a pílula não serve pra interromper.

Duração dos sintomas e recomendações após o uso

Os efeitos colaterais mais comuns costumam aparecer nas primeiras 48 a 72 horas. Náusea, dor de cabeça, cólicas e sensibilidade nas mamas são os principais.

A menstruação pode adiantar ou atrasar. Se atrasar mais de uma semana, vale a pena fazer um teste de gravidez depois de sete dias ou seguir a orientação médica.

Se você vomitar logo após tomar a pílula, precisa repetir a dose. Recomenda-se usar camisinha por 10 a 15 dias ou até o próximo ciclo, caso volte ao método contraceptivo habitual.

Se você usa DIU, saiba que ele não substitui a pílula. O DIU segue sendo um método diferente e eficaz; conversar com seu ginecologista ajuda a entender como combinar opções.

Procure atendimento se os sintomas ficarem muito intensos, durarem mais de uma semana, ou se notar sinais de reação alérgica.

Laura Okynawa

Nutricionista de formação, jornalista e redatora por inspiração, meu foco é levar informações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.